domingo, 23 de junho de 2013

DROGAS






Gente, voltei.  

Os motivos da ausência neste humilde bloguinho são tantos que nem vale a pena descrevê-los aqui.  Me perdoem os e-mails não respondidos. Vou tentando atualizar as respostas na medida do possível.

Mas vamos ao que interessa.

Hoje vi um material muito bacana, produzido pelo STJ, sobre drogas.  Aborda a questão em múltiplos aspectos: drama familiar, questões legais e a posição da jurisprudência.  Vale a pena conferir.

Como Juíza, posso constatar que a maior parte dos crimes cometidos tem relação, direta ou indireta, com algum tipo de droga.  A constatação é fácil, feita no dia-a-dia forense.  

Os traficantes vendem, almejando lucro fácil.  Os usuários usam, cada um com seu motivo.  E daí para os outros crimes é um passo.  Furtos, roubos, sequestros, homicídios (até de parentes) são praticados porque os réus querem, de qualquer forma, conseguir a maldita droga.

Eu sei que a questão é complexa, não é de fácil solução, depende de políticas públicas bem eficientes... sei de tudo isso.  Não sei exatamente qual a solução, mas tenho certeza que parte dela está na educação que se dá aos filhos dentro de casa.

Nos casos afetos à Infância e Juventude, tenho visto que muitos pais (e não são poucos, garanto) tratam os filhos como um ser distante, alheio, como se a obrigação de educar não fosse deles, pais, que colocaram o filho no mundo.  Consideram erroneamente que a tarefa de educar é exclusiva da escola.  Falta orientação.

Tenho a forte impressão que foi uma geração tratada com muito rigor pelos pais e agora tendem a ir ao outro extremo com os próprios filhos, tratando-os como muita leniência.  Sem dúvida, repito, falta orientação.

Em outro post contarei alguns dramas familiares que presenciei na labuta forense, que muito me marcaram.  Agora segue o vídeo.  



Forte abraço e fiquem com Deus.


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