quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

A parturiente e o acompanhante





O post de hoje é dedicado às gestantes e aos seus familiares.

Seguinte.

Vejo várias mães, principalmente aquelas sem recursos financeiros, reclamando que no momento do parto foram tratadas nos hospitais de forma deselegante.  Tá, tá... vamos usar palavras mais francas: foram tratadas como verdadeiros animais (e olha que devemos respeito e tratamento digno aos animais).

Reclamam, ainda, que permaneceram sozinhas, sem o acompanhamento de um familiar nesse momento tão delicado, em razão da vedação expressa do hospital.

Pois bem.  É bom que a gestante conheça os seus direitos.  Não é porque a mulher está sendo atendida pelo SUS que não terá direito a um acompanhante.

A rede pública também é obrigada a permitir a presença, junto à parturiente, de um acompanhante durante todo o período de trabalho de parto, parto e pós-parto imediato.  Tal direito está previsto no artigo 19-J da Lei 8.080/90.  

Como diversos hospitais não estavam respeitando o direito da parturiente, a Lei 12.895, do último dia 18 de dezembro, estabeleceu que os hospitais ficam obrigados a manter, em local visível de suas dependências, aviso informando sobre o direito da parturiente de ter consigo um acompanhante.

Necessário esclarecer, contudo, que para o acompanhamento durante o parto alguns hospitais exigem que o acompanhante tenha assistido palestra na qual passam instruções de como se portar durante o procedimento.  Então, é bom se informar com antecedência na unidade escolhida.


Nenhum comentário:

Postar um comentário